Overdose Musical
Como diria o artista itajaiense César da Hora, o Festival de Música de Itajaí é uma verdadeira overdose musical! A seqüência desenfreada de notas e mistura sonora composta nos oito dias do 11º Festival de Música de Itajaí já deixa saudades. Oficinas consideradas clássicas e figuras folclóricas no evento como Ica e o multistrumentista Arismar do Espírito Santo movimentaram desde os corredores da Feapi, onde aconteciam as oficinas, até o palco da Jam Session e a roda de choro no Mercado Público.
Acompanhar as atividades do Festival foi um desafio, responsabilidade, mas principalmente um verdadeiro presente. Oficinas como a de prática de BIG BAND, oportunizaram uma viagem histórica lá por meados da década de 30, quando os bailes de Itajaí e região eram animados pela FOLIÕES JAZZ BAND. Mas esta não foi a única surpresa do 11º Festival, a loucura da oficina de prática de conjunto atraía músicos e curiosos para a sala onde músicos de todos os níveis dividiam improvisos com Arismar. Criatividade e interação em mais uma novidade desta edição, na oficina de percussão corporal ministrada por dois integrantes do grupo Barbartuques.
Enfim, impossível mencionar todas os talentos. Entrar nas salas dos cursos de guitarra, violão, contrabaixo, sopros, bateria, choro, percussão, era deparar-se com olhos arregalados, mãos e pés inquietos. Diferentes gerações marcaram presença nos cursos e shows, mas o que ficou mais do que claro foi o sentimento comum daqueles que de alguma forma participaram deste Festival. Eita vontade doida de fazer música!!!
Aos famintos como eu, fica aí umas fotinhos das oficinas e piras musicais que só quem viu pode explicar. Vida longa ao Festival e lembranças e agradecimentos aos mestres itajaienses que plantaram esta semente musical: o pianista Nene Kleis, Carlinhos Niehues, o carioca Marcos Leite… sem falar nos vivinhos da Silva, como Arnou de Melo e tantos outros que eu não conseguirei citar, os das antiga e também nova geração!



















